O capitão da Policia Militar Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, deve ser transferido até sexta-feira (12/04), para o estado do Piauí. Fábio Capita é um dos acusados de envolvimento na morte do Jornalista Décio Sá.
No Piauí existe um mandado de prisão preventiva em aberto, contra a suposta participação na morte do empresário Fábio Brasil, ocorrida no dia 31 de março de 2013. Até o dia da transferência ele permanecerá preso em São Luís.
O Policial está preso há oito meses sob acusação de ter fornecido a arma que matou o jornalista Décio Sá.
O CASO
O jornalista e blogueiro Décio Sá foi assassinado na noite de 23 de abril de 2012, no bar e restaurante Estrela do Mar, situado na Avenida Litorânea, na praia de São Marcos, pelo matador de aluguel Jhonatan de Sousa Silva, de 24 anos.
O jornalista e blogueiro Décio Sá foi assassinado na noite de 23 de abril de 2012, no bar e restaurante Estrela do Mar, situado na Avenida Litorânea, na praia de São Marcos, pelo matador de aluguel Jhonatan de Sousa Silva, de 24 anos.
Décio aguardava amigos para um jantar, sentado a uma mesa no bar e restaurante Estrela do Mar, na Avenida Litorânea, quando foi executado pelo matador de aluguel Jhonatan de Sousa Silva. O autor do crime desceu da garupa de uma motocicleta, se aproximou da vítima e efetuou cinco disparos à queima-roupa. Três tiros atingiram a cabeça e outros dois a região dorsal do blogueiro, que morreu ainda no local. O assassino confesso do jornalista encontra-se no Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul
Conforme apurou a Polícia Civil do Maranhão, Décio Sá foi morto por haver denunciado, em sua página na internet (blogdodecio.com.br), que o assassinato do empresário Fábio Brasil, ocorrido no Piauí, no mês anterior, havia sido encomendado por uma quadrilha de agiotas estabelecida no Maranhão. O jornalista foi executado com cinco tiros de pistola calibre ponto 40 por Jhonatan de Sousa Silva, contratado por um consócio financiado por agiotas, liderado por Gláucio Alencar Pontes Carvalho e seu pai, José de Alencar Miranda Carvalho
Gláucio Alencar já havia sido preso em outra oportunidade, durante a “Operação Valáquia”, realizada pela Polícia Federal, em 2007, que prendeu uma quadrilha de cerca de 20 hackers, especializada em invadir contas bancárias pela internet.
AUDIÊNCIA NO PIAUÍ
Foram levados à Teresina, 3 dos 12 denunciados no assassinato do jornalista, sob escolta policial, para a primeira fase de audiências acerca da morte do empresário Fábio dos Santos Brasil Filho, o Fábio Brasil, de 33 anos, crime ocorrido na manhã do dia 31 de março de 2012, naquele estado. Foram interrogados na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Teresina, o agiota Gláucio Alencar Pontes Carvalho, o também empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, de 38 anos, que aparece como agenciador do pistoleiro Jhonatan de Sousa Silva, e o ex-comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Maranhão, capitão Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, de 36 anos, indicado como a pessoa que forneceu a arma usada no crime.
Foram levados à Teresina, 3 dos 12 denunciados no assassinato do jornalista, sob escolta policial, para a primeira fase de audiências acerca da morte do empresário Fábio dos Santos Brasil Filho, o Fábio Brasil, de 33 anos, crime ocorrido na manhã do dia 31 de março de 2012, naquele estado. Foram interrogados na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Teresina, o agiota Gláucio Alencar Pontes Carvalho, o também empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, de 38 anos, que aparece como agenciador do pistoleiro Jhonatan de Sousa Silva, e o ex-comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Maranhão, capitão Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, de 36 anos, indicado como a pessoa que forneceu a arma usada no crime.
QUEIMA DE ARQUIVO
Entre as testemunhas arroladas no processo que serão ouvidas a partir de amanhã está Ricardo Santos Silva, o Carioca, de 35 anos, que na noite do dia 3 deste mês foi vítima de uma tentativa de homicídio na localidade Miritiua (área do bairro Turu), onde mora. Segundo a Polícia Militar (PM), ele foi alvejado com pelo menos sete tiros de pistola calibre 380, disparados por dois homens que estavam em uma moto de cor escura. A tentativa de homicídio, considerada uma suposta “queima de arquivo”, segundo a PM, ocorreu por volta das 19h53, na Avenida General Arthur Carvalho, no Residencial Pelicano.
Entre as testemunhas arroladas no processo que serão ouvidas a partir de amanhã está Ricardo Santos Silva, o Carioca, de 35 anos, que na noite do dia 3 deste mês foi vítima de uma tentativa de homicídio na localidade Miritiua (área do bairro Turu), onde mora. Segundo a Polícia Militar (PM), ele foi alvejado com pelo menos sete tiros de pistola calibre 380, disparados por dois homens que estavam em uma moto de cor escura. A tentativa de homicídio, considerada uma suposta “queima de arquivo”, segundo a PM, ocorreu por volta das 19h53, na Avenida General Arthur Carvalho, no Residencial Pelicano.
Carioca, ainda segundo a guarnição de militares do 8º Batalhão que esteve no local, foi atingido com três tiros nos braços, dois na altura do abdômen e dois nas pernas, quando trafegava pela via em seu veículo
Toyota Corolla azul, de placas NNF-8653. Depois de ser baleado, ele foi encaminhado ao centro cirúrgico do Hospital São Domingos, no bairro Bequimão. A suposta “queima de arquivo” está sendo investigada pela mesma comissão que apurou o caso Décio Sá, formada pelos três titulares da Delegacia de Homicídios de São Luís.
Júnior Brasil: passou informações da máfia para o jornalista
INVESTIGADOS PELO CRIME
O inquérito que investigou o assassinato do jornalista Décio Sá foi concluído e remetido à Justiça no fim da tarde do dia 17 de agosto do ano passado. Formada por 1.970 páginas, distribuídas em 31 volumes, toda a documentação foi entregue na sala da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, pela comissão de delegados que trabalhou no caso durante 116 dias.
O inquérito que investigou o assassinato do jornalista Décio Sá foi concluído e remetido à Justiça no fim da tarde do dia 17 de agosto do ano passado. Formada por 1.970 páginas, distribuídas em 31 volumes, toda a documentação foi entregue na sala da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, pela comissão de delegados que trabalhou no caso durante 116 dias.
Os denunciados pelo crime
1. Jhonatan de Sousa Silva, de 24 anos. Ele é natural da cidade de Xinguara, no Pará. O criminoso foi preso no dia 5 de junho, numa chácara localizada no Miritiua (São José de Ribamar), por tráfico de drogas. Jhonatan foi transferido para um presídio federal em Campo Grande (MS).
2. Gláucio Alencar Pontes Carvalho, de 35 anos. É filho de José de Alencar Miranda Carvalho. Ele e o pai são empresários do ramo de merenda escolar e forneciam para prefeituras do Maranhão, do Pará e do Piauí. Os dois são os agiotas que financiaram o crime.
3. José de Alencar Miranda Carvalho, pai de Gláucio teriam encomendado a morte do jornalista por R$ 100 mil.
4. José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, de 39 anos. É empresário do ramo de automóveis e representante comercial de bebidas no município de Santa Inês. Segundo a polícia, ele fez o papel de intermediador entre o assassino, Jhonatan de Sousa, e os supostos mandantes do crime, Gláucio e Miranda.
5. Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita. Era subcomandante do Batalhão de Choque da PM-MA. Para a polícia, foi ele quem forneceu a Júnior Bolinha – de quem é amigo de infância – a pistola ponto 40 usada para executar Décio Sá.
6. Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Buchecha, de 32 anos. Trabalhava para Júnior Bolinha. Teria ajudado na operacionalização do assassinato de Décio Sá.
7. Alcides Nunes da Silva. Investigador da Seic. Teria dado suporte informal aos suspeitos de agiotagem Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, acusados de mandar matar o jornalista.
8. Joel Durans Medeiros. Investigador da Seic. Teria dado suporte informal aos suspeitos de agiotagem Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, acusados de mandar matar o jornalista.
9. Ronaldo Ribeiro. Advogado ligado a Gláucio Alencar e seu pai José de Alencar Miranda, acusados de serem os mandantes do crime. Apontado como “braço jurídico” do grupo de agiotas liderado por Gláucio e o pai.
10. Elker Farias Veloso, o Diego, de 27 anos. Ainda foragido, foi indiciado e denunciado por dar apoio logístico a Jhonatan Silva.
11. Shirliano Graciano de Oliveira, o Balão, de 27 anos. Teria ajudado na operacionalização do assassinato de Décio Sá. Foragido.
12. Marcos Bruno da Silva Oliveira. Foi, segundo a polícia, o verdadeiro “piloto de fuga” de Jhonatan de Sousa Silva. Foragido.
A polícia também teria indiciado o homem conhecido como Neguinho, não aceito pelo Ministério Público na denúncia por falta de dados.
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