O Piauí tem mais de 30 mil pescadores recebendo Seguro-Desemprego durante o período do defeso, o da reprodução dos peixes, no período de 15 de novembro até o dia 16 de março, informou o chefe da Seção de Emprego, Renda e Economia Solidária da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e do Emprego no Piauí, Paulo Ivones.
Paulo Ivones informa que cada pescador recebe um salário mínimo por mês no período do defeso.
Os pescadores do Piauí recebem em torno de R$ 20,340 milhões por mês de seguro desemprego.
Paulo Ivones acha que se 30 mil piauienses tivessem a pesca como profissão, não faltaria peixes para o consumo no Piauí, que depende de outros Estados.
“A questão do pescador se pode dizer que é uma vergonha nacional. Não existe o número de pescadores que recebe o Seguro-Desemprego no Brasil, no Piauí, no Maranhão. No Maranhão existem mais de 100 mil pescadores, no Piauí tem mais de 30 mil pescadores recebendo Seguro-Desemprego. Acredito que existissem 30 mil pescadores, o peixe não estava tão caro no Piauí”, declarou Paulo Ivones.
Paulo Ivones disse que já ouviu falar, mas ainda não houve comprovação, da existência de empresas que contratam filhos, amigos ou parentes de seus proprietários, pagam os direitos trabalhistas, os demitem para que recebam o Salário-Desemprego.
O interesse no Saláio-Desemprego é porque hoje não é de apenas um salário mínimo, de R$ 678,00, mas pode atingir até parcela mensal de R$ 1.235,91.
Paulo Ivones declarou que trabalhou a até 12 meses consecutivos têm direito a três parcelas e quem trabalhou acima de 12 meses até 23 meses tem direito a quatro parcelas e quem trabalhou a partir de 24 meses nos últimos três anos, mesmo empregos diferentes, ganha cinco parcelas.
“Se o empresário contrata o filho, ele vai quando quiser e depois recebe Seguro-Desemprego é uma forma de burlar, é uma fraude, mas isso pode acontecer em família, mas só uma verificação in loco pode comprovar isso”, declarou Paulo Ivones.
Ele falou que a Polícia Federal está investigando fraudes contra o Seguro-Desemprego no Piauí como o aumento de parcelas, estabelecimento de valor irreal de salários. Essas fraudes são feitas por contadores inescrupulosos, em parceria com trabalhadores, para que possam receber um valor maior do Seguro-Desemprego.
“Eles burlam a documentação para receberem valores distorcidos e mais altos do Seguro-Desemprego. Eles informam que o trabalhador que ganha um salário mínimo ganha R$ 2 mil para aumentar o valor recebido do Seguro-Desemprego. Existem várias investigações da Polícia Federal”, declarou Paulo Ivones, adiantando que os fraudadores usam empresas fictícias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
nos não nos responsabilizamos pelos seus comentarios