O
senador Demóstenes Torres (GO) pediu desfiliação do DEM nesta
terça-feira (3) em carta enviada à direção do partido. A decisão foi
tomada após a legenda anunciar a abertura de um processo disciplinar para
apurar se o senador usou seu mandato para favorecer o contraventor
Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela PF em
fevereiro sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás.
O processo disciplinar poderia levar à expulsão de Demóstenes do
partido.
"Embora
discordando frontalmente da afirmação de que eu tenha me desviado
reiteradamente do Programa Partidário, mas diante do pré-julgamento
público que o partido fez, comunico a minha desfiliação do Democratas",
diz carta assinada pelo senador e entregue ao presidente da legenda,
senador Agripino Maia (RN) - veja a íntegra da carta.
Com o pedido de desfiliação, o processo que poderia resultar na expulsão do senador do partido perde o sentido.
Mesmo
fora do partido, Demóstenes continua no cargo e ainda pode responder a
processo no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro
parlamentar, o que pode resultar em cassação e, consequentemente, na
perda do direito de se eleger. Na semana passada, foi protocolada representação na Comissão de Ética pedindo investigação do envolvimento do parlamentar com Cachoeira.
O
DEM vinha cobrando explicações públicas de Demóstenes. O partido queria
que ele apresentasse justificativas ou fizesse um pronunciamento na
tribuna do Senado. Mas o senador argumentou que precisa de mais tempo
para analisar o inquérito ao qual responderá no Supremo Tribunal
Federal.
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