Rio -
Acusado de atropelar e matar um ajudante de caminhão em acidente
ocorrido sábado, na rodovia BR-040, o filho mais velho do empresário
Eike Batista, Thor Fuhrken Batista, 20 anos, não deveria estar
dirigindo. Com 44 pontos em seu prontuário no Detran-RJ — acumulados
entre 10/12/2010 e 22/10/2011 —, ele deveria ter tido a habilitação
suspensa pelo órgão. Como O DIA informou na edição desta segunda-feira, a maioria das multas foram por excesso de velocidade.
Neste período, Thor foi flagrado cometendo nove infrações de trânsito, das quais sete são por excesso de velocidade. As outras duas multas foram por avanço de sinal e parar sobre a faixa de pedestres. O filho do homem mais rico do Brasil ainda responde a outros dois autos de infração também por excesso de velocidade.
Respostas na Internet
Eike Batista respondeu durante todo o dia a uma série de mensagens em seu Twitter sobre o caso. A maioria das postagens direcionadas ao bilionário é de apoio, no entanto, muitos manifestam seu medo de que a Justiça não seja feita por causa do - enorme - patrimônio da família. "Ele (Thor) foi exemplar! E graças a Deus não bebe! (...) Nessa hora, os invejosos espalham sua raiva! Como só tenho marchas para frente, os cães ladram e a caravana passa", afirmou, em resposta a usuários do microblog.
Entre todas as críticas recebidas, a do usuário Roberto Silva (@rrbetosilva) parece ter afetado mais o humor de Eike. Roberto afirmou: "Você começou a vida bem, construindo coisas, seu filho começou a vida destruindo...". Ao responder esta afirmação, o empresário foi enfático: "Errado! A imprudência não foi dele! Pode acontecer com você!".
Thor Batista se envolveu em um acidente no sábado à noite, por volta
das 19h20, no km 101 da BR-040, que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora
(MG), nas proximidades do distrito de Xerém, Duque de Caxias, Baixada. O
ciclista Wanderson, que cruzava a pista, foi atingido pelo veículo
guiado pro Thor e morreu na hora.
"A imprudência do ciclista podia ter causado três mortes", relatou Eike, em outra mensagem no Twitter. O bilionário ainda rebateu a acusação de uma internauta que afirmou que o veículo havia sido retirado do local do acidente antes da perícia. "Não é verdade, a perícia já foi feita! Só por isso que o carro foi liberado e está à disposicao da Justica".
Eike Batista já havia usado a rede social para defender o filho neste domingo à noite. "Infelizmente aconteceu um acidente fatal. Porem a imprudencia nao foi do Thor”, afirmou o empresário através de sua página no microblog. "Minha solidariedade a familia e meu compromisso de que toda a assistência necessaria sera prestada", escreveu.
Carros de luxo e 40 pontos na carteira
Primogênito de Eike Batista, sétimo homem mais rico do mundo, Thor Batista coleciona carros de luxo e 40 pontos na carteira, após ser multado nove vezes, segundo o site do Detran. Ele ainda responde por duas infrações, que podem lhe render ainda mais 11 pontos, caso perca o recurso. Uma da multas foi aplicada quando ele dirigia um carro do pai.
Herdeiro de R$ 54 bilhões, ele tem também na garagem um Aston Martin DBS, comprado por R$ 1,3 milhão. Horas antes do acidente, Thor e mais 14 amigos estiveram no restaurante Clube do Filé, em Itaipava. De acordo com um funcionário, Thor chegou por volta das 17h e saiu às 18h30, acompanhado de um amigo. Enquanto esteve no bar, ele só bebeu suco de laranja e chá gelado. Foi Thor quem pagou a conta de aproximadamente R$ 700 para todos.
Em nota, a EBX, empresa de Eike Batista, informou que Thor lamenta
profundamente o ocorrido e prestará toda a assistência à família. A nota
esclarece ainda que Thor estava na velocidade permitida.
Ciclista morre atropelado por filho de Eike Batista
O filho mais velho do empresário Eike Batista com a ex-modelo Luma de Oliveira, Thor de Oliveira Fuhrken Batista, 20 anos, terá de prestar depoimento quinta-feira, às 15h, na 61ª DP (Xerém). O jovem vai responder por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) pelo atropelamento do ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos, 30.

Thor dirigia um Mercedes Benz McLaren prata, placa EIK-0063, registrada
em nome do pai. Segundo relatou à Polícia Rodoviária Federal, a vítima
cruzou a pista no momento em que passava. Wanderson morreu na hora.
Na versão de moradores do local que dizem ter testemunhado a tragédia, Thor teria tentado cortar um ônibus quando perdeu o controle do veículo e atingiu Wanderson, que trafegava de bicicleta pelo acostamento. Uma unidade médica da Concer, companhia que administra a via, foi chamada por Thor.
Thor teria passado mal e largado o carro ao ver o rosto de Wanderson desfigurado. O filho de Eike seguiu de carona com seguranças, que faziam sua escolta, até o posto mais próximo da PRF, a cerca de três quilômetros do local. Lá, fez relato por escrito do acidente. Ele e o amigo passaram por teste de bafômetro, que constatou que os jovens não estavam alcoolizados.
Entre os parentes da vítima, o clima era de consternação. Uma tia que era a mãe de criação dele, Maria Vicentina Pereira, 48, afirmou que aquele era o caminho que o rapaz fazia diariamente para casa.
“Ele fazia esse caminho desde criança e sempre andava pelo acostamento. Não acredito que tenha cruzado a pista ali. O local é perigoso". Para ela, pelo estado do corpo, existe a possibilidade de que Thor estivesse dirigindo em alta velocidade.
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli examinaram o local. O McLaren de Thor chegou a ser recolhido para um pátio da PRF, mas foi levado pelo advogado do jovem, Flávio Godinho, sob condição de deixar o veículo sem modificações e à disposição da polícia.
Advogado da família da vítima, Cleber Carvalho contestou o fato de Thor não ter sido levado para a delegacia.
“Nunca vi o Estado funcionar tão bem. Em menos de duas horas, a perícia foi feita, e o corpo recolhido e liberado. Mas o Registro de Ocorrência (RO) está incompleto”, criticou Carvalho.
Vítima teve vida dramática, relata mãe de criação
O enterro de Wanderson Pereira foi realizado na tarde de ontem, no Cemitério de Xerém. Cerca de 80 pessoas prestaram a última homenagem ao ajudante de caminhão. Um tio, de 70 anos, que tem problemas mentais e recebia cuidados de Bê, como a vítima era carinhosamente chamada pela família, passou mal e foi medicado.
O funeral custou R$ 8 mil, pago pela empresa EBX, de Eike Batista.
Porém, segundo familiares da vítima, o valor teria sido contestado por
representante do empresário no IML. “Escolhi uma urna de R$ 7 mil, e ele
disse que era cara. Então, decidimos pagar nós mesmos, e ele mudou de
ideia”, revelou Maria Vicentina Pereira, 48, tia de Wanderson, que foi
quem o criou.
Segundo ela, o valor restante (R$ 1 mil), foi para a reconstrução da face. Maria afirmou que o sobrinho era uma pessoa trabalhadora, alegre e que passou pro muitas dificuldades. “A mãe e o pai eram alcoólatras. Ela o abandonou com oito anos, e ele o batia com frequência. Eu que cuidava dele. Parte de mim morreu com ele”.
Tia do ajudante de caminhão, Célia Pereira foi a última da família a encontrar com ele. “Na manhã de sábado, ele foi na minha casa, falou do trabalho e comemorou que ia na loteria pagar umas continhas. Depois falou: ‘Vou embora’. E realmente foi”, lembra. Ela garante que uma possível indenização paga pelo bilionário não a interessa: “Queria ele vivo, só isso”. Em nota, a empresa EBX, de Eike, nega polêmica na hora de arcar com custo do enterro.
Neste período, Thor foi flagrado cometendo nove infrações de trânsito, das quais sete são por excesso de velocidade. As outras duas multas foram por avanço de sinal e parar sobre a faixa de pedestres. O filho do homem mais rico do Brasil ainda responde a outros dois autos de infração também por excesso de velocidade.
Respostas na Internet
Eike Batista respondeu durante todo o dia a uma série de mensagens em seu Twitter sobre o caso. A maioria das postagens direcionadas ao bilionário é de apoio, no entanto, muitos manifestam seu medo de que a Justiça não seja feita por causa do - enorme - patrimônio da família. "Ele (Thor) foi exemplar! E graças a Deus não bebe! (...) Nessa hora, os invejosos espalham sua raiva! Como só tenho marchas para frente, os cães ladram e a caravana passa", afirmou, em resposta a usuários do microblog.
Entre todas as críticas recebidas, a do usuário Roberto Silva (@rrbetosilva) parece ter afetado mais o humor de Eike. Roberto afirmou: "Você começou a vida bem, construindo coisas, seu filho começou a vida destruindo...". Ao responder esta afirmação, o empresário foi enfático: "Errado! A imprudência não foi dele! Pode acontecer com você!".
Eike Batista responde usuários do Twitter | Foto: Reprodução Internet
"A imprudência do ciclista podia ter causado três mortes", relatou Eike, em outra mensagem no Twitter. O bilionário ainda rebateu a acusação de uma internauta que afirmou que o veículo havia sido retirado do local do acidente antes da perícia. "Não é verdade, a perícia já foi feita! Só por isso que o carro foi liberado e está à disposicao da Justica".
Eike Batista já havia usado a rede social para defender o filho neste domingo à noite. "Infelizmente aconteceu um acidente fatal. Porem a imprudencia nao foi do Thor”, afirmou o empresário através de sua página no microblog. "Minha solidariedade a familia e meu compromisso de que toda a assistência necessaria sera prestada", escreveu.
Carros de luxo e 40 pontos na carteira
Primogênito de Eike Batista, sétimo homem mais rico do mundo, Thor Batista coleciona carros de luxo e 40 pontos na carteira, após ser multado nove vezes, segundo o site do Detran. Ele ainda responde por duas infrações, que podem lhe render ainda mais 11 pontos, caso perca o recurso. Uma da multas foi aplicada quando ele dirigia um carro do pai.
Herdeiro de R$ 54 bilhões, ele tem também na garagem um Aston Martin DBS, comprado por R$ 1,3 milhão. Horas antes do acidente, Thor e mais 14 amigos estiveram no restaurante Clube do Filé, em Itaipava. De acordo com um funcionário, Thor chegou por volta das 17h e saiu às 18h30, acompanhado de um amigo. Enquanto esteve no bar, ele só bebeu suco de laranja e chá gelado. Foi Thor quem pagou a conta de aproximadamente R$ 700 para todos.
Colisão destruiu o capô e o pára-brisa da Mercedes Benz McLaren: este modelo, zero km, é avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão | Foto: Reprodução Internet
Ciclista morre atropelado por filho de Eike Batista
O filho mais velho do empresário Eike Batista com a ex-modelo Luma de Oliveira, Thor de Oliveira Fuhrken Batista, 20 anos, terá de prestar depoimento quinta-feira, às 15h, na 61ª DP (Xerém). O jovem vai responder por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) pelo atropelamento do ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos, 30.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Na versão de moradores do local que dizem ter testemunhado a tragédia, Thor teria tentado cortar um ônibus quando perdeu o controle do veículo e atingiu Wanderson, que trafegava de bicicleta pelo acostamento. Uma unidade médica da Concer, companhia que administra a via, foi chamada por Thor.
Thor teria passado mal e largado o carro ao ver o rosto de Wanderson desfigurado. O filho de Eike seguiu de carona com seguranças, que faziam sua escolta, até o posto mais próximo da PRF, a cerca de três quilômetros do local. Lá, fez relato por escrito do acidente. Ele e o amigo passaram por teste de bafômetro, que constatou que os jovens não estavam alcoolizados.
Entre os parentes da vítima, o clima era de consternação. Uma tia que era a mãe de criação dele, Maria Vicentina Pereira, 48, afirmou que aquele era o caminho que o rapaz fazia diariamente para casa.
“Ele fazia esse caminho desde criança e sempre andava pelo acostamento. Não acredito que tenha cruzado a pista ali. O local é perigoso". Para ela, pelo estado do corpo, existe a possibilidade de que Thor estivesse dirigindo em alta velocidade.
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli examinaram o local. O McLaren de Thor chegou a ser recolhido para um pátio da PRF, mas foi levado pelo advogado do jovem, Flávio Godinho, sob condição de deixar o veículo sem modificações e à disposição da polícia.
Advogado da família da vítima, Cleber Carvalho contestou o fato de Thor não ter sido levado para a delegacia.
“Nunca vi o Estado funcionar tão bem. Em menos de duas horas, a perícia foi feita, e o corpo recolhido e liberado. Mas o Registro de Ocorrência (RO) está incompleto”, criticou Carvalho.
Vítima teve vida dramática, relata mãe de criação
O enterro de Wanderson Pereira foi realizado na tarde de ontem, no Cemitério de Xerém. Cerca de 80 pessoas prestaram a última homenagem ao ajudante de caminhão. Um tio, de 70 anos, que tem problemas mentais e recebia cuidados de Bê, como a vítima era carinhosamente chamada pela família, passou mal e foi medicado.
Parentes e amigos acompanham o cortejo, em Xerém: vítima foi abandonada pela mãe aos oito anos | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Segundo ela, o valor restante (R$ 1 mil), foi para a reconstrução da face. Maria afirmou que o sobrinho era uma pessoa trabalhadora, alegre e que passou pro muitas dificuldades. “A mãe e o pai eram alcoólatras. Ela o abandonou com oito anos, e ele o batia com frequência. Eu que cuidava dele. Parte de mim morreu com ele”.
Tia do ajudante de caminhão, Célia Pereira foi a última da família a encontrar com ele. “Na manhã de sábado, ele foi na minha casa, falou do trabalho e comemorou que ia na loteria pagar umas continhas. Depois falou: ‘Vou embora’. E realmente foi”, lembra. Ela garante que uma possível indenização paga pelo bilionário não a interessa: “Queria ele vivo, só isso”. Em nota, a empresa EBX, de Eike, nega polêmica na hora de arcar com custo do enterro.
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