A obra, orçada em R$ 2.182.628,15, e embora iniciada em 2011, nunca foi concluída, sendo que do total foi pago a quantia de R$ 1.346.779,00 à Construtora Pertcon Construções LTDA, que é a Lira Coutinho LTDA. A empresa também figura como acusada na ação, ajuizada em 20 de março deste ano.
BLOQUEIO DE BENS
A promotora dos Feitos da Fazenda Pública, Leida Diniz, pediu à Justiça o bloqueio de bens dos dois ex-secretários e a condenação dos envolvidos.
DOIS ADITIVOSA denúncia relata ainda que para essa obra existiram dois aditivos contratuais. A licitação, o contrato e o início da obra, com a assinatura do primeiro aditivo ocorreram na gestão de Cleia Coutinho, já o segundo aditivo foi na gestão de Henrique Rebelo. Estranhamente eles foram assinados em 11 de janeiro e 17 de janeiro de ano posterior ao início da construção dos pavilhões. “As obras não foram construídas e os recursos foram esgotados causando prejuízo ao erário”, sustenta a promotora.
CONCLUSÃO DO RELATÓRIO PERICIAL
O relatório pericial do Ministério Público afirma que “restaram inacabados os pavilhões” e “que haverá a necessidade de dispêndio de mais recursos financeiros”. Foi detectado ainda que a obra foi iniciada sem projeto executivo e que mesmo assim a construtora aceitou fazer. “O que o Ministério Público quer saber é onde foi parar o recurso público”, questiona a promotora na ação.
INDAGAÇÕES
Na peça, Leida Diniz faz ao menos três perguntas:
1 – Como as gestões dos requeridos, na direção da SEJUS, não perceberam tantas irregularidades e tamanho descaso na construção das obras de ampliações?
2 – Durante os anos de vigência do contrato nº 04/2009, como pode nada terem percebido?
3 – O que explica a não conclusão dos pavilhões da Casa de Custódia José Ribamar Leite?
A promotora relatou que hoje, a capacidade da Casa de Custódia é de 330 presos, porém, abriga 800, e a construção dos pavilhões em tempo hábil, amenizaria a situação. Na sua visão isso implica “no reconhecimento do desrespeito dos ex-secretários de Justiça”.
“Eles tinham por obrigação acompanhar o desenvolvimento da obra em função dos deveres inerentes do cargo que ocupam”, sustenta. Afirma ainda que houve por parte da dupla, “desídia”. E que eles não poderiam alegar desconhecimento porque as obras, com inúmeras paralisações, foram diversas vezes noticiadas pela imprensa.
Diante deste “descaso”, foi então pedida a “indisponibilidade dos bens de cada um dos requeridos, no importe do valor do contrato celebrado, a título de salvaguardar o futuro ressarcimento do erário”.
“Nós estamos examinando todas as hipóteses para ser investigada”, finalizou a promotora.
CONSTRUÇÃO DE PAVILHÕES FICARAM MAIS CAROSO atual secretário de Justiça, Daniel Oliveira, já até escolheu, sob o fundamento da dispensa de licitação, a empresa que construirá os dois remendos, chamados de pavilhões, na Casa de Custódia. A Dota Engenharia LTDA será a construtora responsável.
O valor da obra também não será o mesmo. Saltou de R$ 2,1 milhões para R$ 2,5 milhões.
E vão começar do zero, promotora Leida Diniz?
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