"Ele só cresce quando há um crescimento na economia. Dessa forma, se a economia não cresce como o esperado, o que acontece na realidade é apenas uma reposição salarial, e isso não aumenta o poder de compra de quem ganha apenas um salário mínimo", explicou. Ele acrescenta ainda que, historicamente, no Brasil, há o crescimento da inflação em oposição ao crescimento da economia.
Na avaliação do economista, os comerciantes podem ser os principais beneficiados com o reajuste. Para o comércio, sempre é positivo o aumento do salário, porque uma renda maior à disposição permite o aumento do consumo daqueles que ganham mais de um salário mínimo.
O reajuste do salário mínimo é calculado com base no percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado (2013) mais a reposição da inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O Governo Federal considerou que o PIB de 2013 cresceu 2,49%. Em relação à inflação de 2014, que será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na primeira quinzena de janeiro, o Executivo estimou alta de 6,2%.
Na contramão dos beneficiados aparecem as prefeituras municipais, que pagam os funcionários utilizando a base salarial. Os gestores dos órgãos públicos podem enfrentar problemas ao aplicar o reajuste.
PREVIDÊNCIA - Pelas regras da Previdência Social, os segurados que recebem o piso previdenciário também terão o reajuste de 8,8%. Isso porque o mínimo pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é o mesmo que o salário mínimo.
Por outro lado, os aposentados e pensionistas que recebem valores superiores ao piso previdenciário terão correções vinculadas apenas ao INPC, que está estimado em 6,2%. Desta maneira, o teto pago pelo Ministério da Previdência Social é previsto para saltar de R$ 4.390,24 para R$ 4.662,43.
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