Relator do processo do mensalão foi apontado pela revista americana como pioneiro por ser o primeiro negro a presidir a Suprema Corte brasileira
MInistro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, cumprimenta a presidente Dilma Roussef, em Brasília - PR
Quem assina o texto sobre Barbosa é Sarah Cleveland, professora de Direito da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, onde Barbosa é professor visitante. Ela exemplifica a popularidade de Barbosa no Brasil com o episódio das máscaras de carnaval com o rosto do presidente do STF. “A máscara de carnaval mais popular no Brasil neste ano não foi a de nenhum jogador de futebol ou pop star. Foi a de Joaquim Benedito Barbosa Gomes”.
Barbosa entrou na lista por ser o primeiro negro a ocupar a cadeira da presidência do Supremo e por sua atuação no julgamento do mensalão, considerado o “maior julgamento de corrupção política" do Brasil, segundo a Time. O texto destaca que, mesmo tendo sido indicado para o STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa não poupou no julgamento pessoas muito próximas do petista, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
“Os brasileiros escolheram a máscara de Barbosa como um sinal de honra”, diz Sarah em seu texto. “No país que mais importou escravos em toda a América e onde metade dos 195 milhões de habitantes se identificam como negros ou mestiços, ele simboliza a promessa de um novo Brasil comprometido com o multiculturalismo e a igualdade”.
A revista também destaca a trajetória de Barbosa, da infância pobre no interior de Minas Gerais até o maior cargo do judiciário brasileiro – que já foi tema de uma reportagem de capa de VEJA, citada pela Time.
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