Pesquisas divulgadas pelo Ministério da Justiça comprovaram com dados científicos o que a sociedade já desconfiava. A segurança pública do País sofre de "grave problema de gestão" e é aplicada na base da tentativa e erro em muitos Estados, segundo avaliou o ministro José Eduardo Cardozo. "O empirismo da falta de informações precisas resulta em ações malsucedidas e desperdício de dinheiro público. Historicamente, gasta-se mal o pouco dinheiro que se tem", afirmou.
As pesquisas, realizadas em 2012, com dados de 2011, revelam profunda disparidade na estruturação da segurança dos Estados, nas condições de trabalho e nas ações de enfrentamento ao crime. A mais emblemáticas delas - Perfil das Instituições de Segurança Pública - mostra que mais da metade das delegacias do País não realiza ações integradas com as Polícias Militares, contrariando uma norma definida em lei há mais de cinco anos. As condições de atuação policial também são distintas e em 16 Estados há mais homens do que armas na PM, a instituição mais fragilizada entre as pesquisadas.
A PM de São Paulo, maior e mais bem equipada do País, tem 85 mil policiais e 136,2 mil armas. Na maior parte das unidades da Federação, porém, ocorre o contrário. No Rio Grande do Norte e no Amazonas, por exemplo, existe uma arma para cada dois policiais. Em Mato Grosso, há situação ainda pior: apenas 500 algemas para 6,9 mil policiais.
Em quatro Estados (Espírito Santo, Paraná, Distrito Federal e São Paulo), há mais coletes à prova de bala do que policiais. No outro extremo, nos Estados do Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Piauí e Paraíba, há um colete para cada quatro policiais ou mais
.*Com informações do OEstadão.com
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