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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vários criadores estão perdendo seus animais devido a seca


Na cidade são poucos que conhecem a fundo a dramática realidade do homem do campo no tocante à seca. Ciclicamente o semi-árido nordestino é pego pela forte estiagem, cujas políticas de sobrevivência a ela ainda são bastante tímidas, demoradas, o que aumenta o desespero da população agrária e o êxodo rural ainda é uma prática comum.


São muitas consequências decorrentes da seca, sejam na economia, na educação, saúde, enfim o cotidiano das famílias muda completamente. Um exemplo claro desses efeitos é o vivido pela família do senhor Renê Cavalcante. São problemas que se agravam a cada dia por falta políticas públicas eficazes de enfrentamento à seca.
Nos últimos dias o senhor Renê, que reside na zona rural de Patos, perdeu cerca de 20 animais, que sucumbiram pela fome e sede que assola os Sertões. Ver seu rebanho, fonte geradora de renda, ser dizimado pela estiagem, traz enorme desalento. A morte sempre causa impacto e da forma como acontece no campo, sem que haja alternativas eficazes para evitá-la causa dor mais acentuada aos criadores.
“É difícil a gente ver isso acontecer e não conseguir evitar a morte dos animais. Sem alimento suficiente as vacas ficam muito fracas e não resistem”, lamenta o criador, que cansou de esperar ajuda dos governos. Como ele são muitos que enfrentam essa mesma realidade.
Para não perder completamente seus rebanhos os agropecuaristas tentam vendê-los nas feiras de gado. A falta de ração animal deixa os pequenos criadores numa situação idêntica e ninguém consegue desfazer desses rebanhos. Já houve casos de criador abandonar os animais, por não conseguir vendê-los, em currais de outros municípios, já que não havia condições de mantê-los.
Por Marcos Eugênio

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