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terça-feira, 3 de abril de 2012

Governo anuncia ações de estímulo à economia




Entre as medidas estão reduções de impostos, novos incentivos à produção industrial e redução nos custos de contratação
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou detalhes do pacote de medidas / Roberto Stuckert Filho/ PR Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou detalhes do pacote de medidas Roberto Stuckert Filho/ PRO governo federal anunciou, na manhã desta terça-feira, novas medidas para aquecer a economia e ajudar a indústria a enfrentar a crise econômica internacional dentro do Plano Brasil Maior. O governo reforçou ações sobre o câmbio, medidas tributárias, com a desoneração da folha de pagamento, e estímulos à produção nacional. Foram destacadas ainda medidas para reduzir o custo do comércio exterior e de defesa comercial. Outra medida é o incentivo ao setor de informação e comunicações.

Veja: Canal Livre debate atual situação da indústria brasileira

Foram divulgadas ainda melhores condições de crédito, por meio do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social), e condições mais favoráveis para a indústria automobilística nacional.

Sobre o câmbio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que as medidas terão caráter permanente, incluindo o aumento das reservas internacionais. A política de aumentar a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) também será mantida para taxar as operações especulativas. Por outro lado, a Selic (taxa básica de juros), que não tem como objetivo reduzir o câmbio, ajudará a evitar que os especuladores venham a investir no Brasil para garantir maior rentabilidade de suas aplicações.

Fortalecimento

Segundo ele, todas as medidas irão fortalecer a economia brasileira e garantir a continuidade do crescimento sustentável. Além disso, irão responder aos problemas que estão sendo criados pela crise econômica mundial.

“Mesmo países como a China estão reduzindo o PIB para 7,5% ante os 9,2% do ano passado. O Brasil é o único que reúne condições para responder à recaída da crise internacional, pois entre outras coisas tem mercado interno dinâmico, com geração de emprego e renda”, disse.

O governo espera um crescimento de 4,5% ante os 3,8% previstos na economia global. Analistas e investidores do mercado financeiro voltaram a reduzir a estimativa de crescimento da economia, que passou de 3,23% para 3,2% em 2012, segundo o Banco Central.

Folha de pagamento

Em relação à folha de pagamento, foi anunciada desoneração da alíquota de 20% do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em contrapartida, o empresariado terá que recolher aos cofres do governo de 1% a 2,5% do faturamento. Pelo Plano Brasil Maior, anunciado em agosto do ano passado, a alíquota era 1,5%, mas nem todos os setores aderiram. As novas medidas devem beneficiar 15 setores, principalmente da indústria intensiva.

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