Na
cidade são poucos que conhecem a fundo a dramática realidade do homem do
campo no tocante à seca. Ciclicamente o semi-árido nordestino é pego
pela forte estiagem, cujas políticas de sobrevivência a ela ainda são
bastante tímidas, demoradas, o que aumenta o desespero da população
agrária e o êxodo rural ainda é uma prática comum.
São muitas consequências decorrentes da seca, sejam na economia, na
educação, saúde, enfim o cotidiano das famílias muda completamente. Um
exemplo claro desses efeitos é o vivido pela família do senhor Renê
Cavalcante. São problemas que se agravam a cada dia por falta políticas
públicas eficazes de enfrentamento à seca.
Nos últimos dias o senhor Renê, que reside na zona rural de Patos,
perdeu cerca de 20 animais, que sucumbiram pela fome e sede que assola
os Sertões. Ver seu rebanho, fonte geradora de renda, ser dizimado pela
estiagem, traz enorme desalento. A morte sempre causa impacto e da forma
como acontece no campo, sem que haja alternativas eficazes para
evitá-la causa dor mais acentuada aos criadores.
“É difícil a gente ver isso acontecer e não conseguir evitar a morte dos
animais. Sem alimento suficiente as vacas ficam muito fracas e não
resistem”, lamenta o criador, que cansou de esperar ajuda dos governos.
Como ele são muitos que enfrentam essa mesma realidade.
Para não perder completamente seus rebanhos os agropecuaristas tentam
vendê-los nas feiras de gado. A falta de ração animal deixa os pequenos
criadores numa situação idêntica e ninguém consegue desfazer desses
rebanhos. Já houve casos de criador abandonar os animais, por não
conseguir vendê-los, em currais de outros municípios, já que não havia
condições de mantê-los.
Por Marcos Eugênio

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